Minha abordagem clínica
Minha prática clínica é orientada pela psicanálise e dialoga com a psicomotricidade. Atendo bebês, crianças, adolescentes, adultos e famílias, considerando as particularidades de cada momento da vida.
Parto da compreensão de que cada pessoa é singular e de que suas formas de sentir, agir, relacionar-se e expressar sofrimento estão atravessadas por sua história, pelo corpo, pelos vínculos e pelo contexto em que vive.
O trabalho clínico oferece um espaço de escuta e construção, no qual palavras, gestos, movimentos, brincadeiras, silêncios e outras formas de expressão podem encontrar lugar e produzir novos sentidos.


Uma escuta orientada pela psicanálise
Na orientação psicanalítica, o sofrimento não é compreendido de forma isolada nem reduzido a um diagnóstico. Busca-se escutar o que cada manifestação pode comunicar sobre a história, os conflitos, os desejos e as relações de cada pessoa.
A proposta não é oferecer respostas prontas ou determinar uma forma correta de sentir e agir, mas acompanhar a construção de perguntas, sentidos e possibilidades próprias. Cada processo é singular e se desenvolve no tempo e no ritmo de quem busca atendimento.

Corpo, brincar e diferentes formas de expressão
Nem tudo o que é vivido pode ser imediatamente colocado em palavras. O corpo também participa da maneira como cada pessoa sente, comunica suas experiências e estabelece relações consigo mesma, com o outro e com o mundo.
Com bebês e crianças, o brincar, os movimentos, os gestos, os desenhos e as formas de interação ocupam um lugar central no atendimento. Essas expressões são acolhidas como modos de comunicação e elaboração, permitindo acompanhar o que a criança apresenta para além da linguagem verbal.
A psicomotricidade amplia esse olhar ao considerar as relações entre corpo, movimento, emoções, pensamento e vínculos. Assim, a escuta clínica pode se construir por meio das diferentes formas de expressão presentes em cada momento da vida.

O cuidado construído nas relações
O trabalho clínico é construído no encontro e considera que o sofrimento e as possibilidades de transformação também estão relacionados aos vínculos e aos contextos dos quais cada pessoa participa.
No atendimento de bebês e crianças, a participação dos pais ou responsáveis é parte importante do processo. Conforme a necessidade, podem ser realizados encontros de orientação e conversas com escolas ou outros profissionais, sempre com o conhecimento e a autorização da família.
Com adolescentes e adultos, o acompanhamento também possibilita olhar para as formas de se relacionar, para os lugares ocupados nos diferentes vínculos e para as maneiras como essas experiências atravessam suas escolhas e seu cotidiano.
